DMAIC-Metodologia
Seis Sigma

07 de novembro de 2016

Última atualização: 30 de janeiro de 2025

A Metodologia DMAIC e o Lean Seis Sigma

O DMAIC é um ciclo de aprimoramento orientado a dados, projetado para ser aplicado aos processos de negócios para encontrar falhas ou ineficiências - principalmente resultando em defeitos de saída - e combatê-los. O objetivo de empregar o DMAIC é melhorar, otimizar ou estabilizar os processos existentes.

O que faremos é analisar cada etapa do processo e considerar o que precisa ser explorado e que tipos de ferramentas e metodologias você pode usar ao longo da execução da metodologia DMAIC. O desenvolvimento da metodologia DMAIC é creditado à Motorola, mas é em grande parte uma expansão adicional dos sistemas desenvolvidos pela Toyota.

O que é o método DMAIC?

O método DMAIC é uma abordagem estruturada para a solução de problemas e melhoria contínua de processos. Amplamente utilizado no Lean Seis Sigma, ele orienta a análise e otimização de processos por meio de cinco fases: Definir, Medir, Analisar, Melhorar (Improve) e Controlar (Control).

O DMAIC se baseia em dados para identificar a causa raiz de problemas e implementar soluções eficazes. Seu objetivo é garantir processos mais eficientes, reduzindo desperdícios e aumentando a qualidade. Empresas que adotam essa metodologia conseguem resultados mais previsíveis e sustentáveis, evitando decisões baseadas apenas na intuição.

Ao aplicar o DMAIC, as equipes seguem um caminho estruturado, evitando retrabalho e garantindo que cada melhoria implementada tenha impacto real. Por isso, essa abordagem é um dos pilares do Seis Sigma e amplamente utilizada em setores como indústria, logística, saúde e serviços.

Como funciona a metodologia DMAIC?

O DMAIC funciona como um ciclo estruturado de melhoria, orientando equipes a resolver problemas e otimizar processos com base em dados. Diferente de abordagens intuitivas, esse método segue uma sequência lógica que reduz desperdícios e aumenta a eficiência operacional.

A aplicação do DMAIC começa com a definição clara do problema, garantindo que os esforços estejam direcionados ao que realmente precisa ser melhorado. Em seguida, a medição do desempenho atual permite entender a realidade do processo antes de tomar qualquer decisão. 

análise das causas raiz evita soluções superficiais, garantindo que o problema seja tratado na origem. Com isso, as mudanças propostas na fase de melhoria são mais assertivas e testadas antes da implementação definitiva. Para evitar que os problemas voltem a ocorrer, a fase de controle estabelece padrões e monitoramento contínuo.

Qual seu objetivo?

O DMAIC tem como principal objetivo melhorar processos de forma estruturada, eliminando falhas e otimizando resultados com base em dados. Ao seguir suas etapas, as empresas conseguem identificar problemas com precisão, implementar soluções eficazes e manter os ganhos no longo prazo. Para entender melhor como cada fase contribui para esse processo, veremos a seguir as etapas do DMAIC e sua aplicação prática.

Quais são as etapas do DMAIC?

A metodologia DMAIC é composto por 5 fases: Define (ou definir), Measure (ou medir), Analyze (ou analisar), Improve (ou melhorar) e Control (ou controlar):

Define

Na fase do Define nós definimos qual é o problema ou qual a oportunidade que queremos trabalhar. Nela, respondemos às 2 primeiras perguntas fundamentais, entendendo a real necessidade da organização. O maior desafio aqui é cristalizar as impressões particulares de cada envolvido no projeto para chegar a um objetivo mais palpável.

A saída fundamental da fase Define é a formulação do contrato de melhoria, que irá pautar todos os esforços futuros. Algumas ferramentas usadas nesta fase são:

  • VOC (Voice of Customer), que nos ajuda a coletar informações do cliente, por meio de pesquisas e estrutura-las por meio da árvore CTC (critical do customer) ou CTQ (critical to quality), que nos ajuda a transformar ideias abstratas em indicadores concisos;
  • O SIPOC, que nos ajuda a enxergar os clientes, produtos do processo, atividades principais, entradas e fornecedores, delimitando as fronteiras do processo a ser estudado;
  • O contrato de melhoria, que formaliza todo os tópicos discutidos, alinhando equipe, patrocinador e clientes;
  • A matriz de análise de stakeholders, que nos ajuda a identificar todos os envolvidos e programar nossas ações de convencimento;
  • A matriz de comunicação, que nos ajuda a evitar problemas causados pelo desalinhamento nas comunicações;
  • diagrama de afinidades, que ajuda a organizar as nossas ideias.

Measure

A fase seguinte é a fase do Measure, onde vamos começar a entender os processos e seu desempenho. Essa fase tem duas frentes de trabalho distintas, ou duas “portas” por onde começamos nossas medições: a porta de processos e a porta de dados. Na porta de processos, nós mapeamos o processo atual e entendemos como ele funciona. 

Identificamos quais são suas atividades e como elas se conectam. A grande saída dessa porta é um fluxograma que explica exatamente como nosso processo transforma suas entradas (matérias-primas) em saídas (produtos ou serviços). Na porta de dados, nós medimos o desempenho do processo por meio dos indicadores. Para isso, temos que coletar dados sobre o que está acontecendo e analisá-los.

Boa parte das ferramentas que iremos ensinar no curso de Green Belt tem o objetivo único de analisar os dados que coletamos. Algumas ferramentas desta fase são:

Para processos:

  • A ferramenta do SIPOC, com ênfase no mapeamento de processos;
  • A criação de fluxogramas;
  • A elaboração de um VSM (value stream mapping, ou mapeamento do fluxo de valor);
  • A criação de diagramas de espaguete, ou diagramas de layout;
  • A análise e criação de instruções de trabalho e definições operacionais.

Para dados:

  • Formulários de coletas de dados e folhas de verificação;
  • Gráficos de tendência;
  • Gráficos de controle;
  • Gráficos de frequência (histogramas, Box-Plots, gráficos de barras, de setores, de Pareto, etc.);
  • Análises de capabilidade;
  • Análises MSA (measure system analysis);
  • Ferramentas para a transformação de variáveis.

Analyze

A terceira fase é a do Analyze. Nela fazemos duas coisas: analisamos criticamente nossos dados e procuramos desenvolver mudanças que vão gerar melhorias. 

Na prática, fazemos as duas coisas juntas. Ao final dessa fase, já teremos formatado as nossas primeiras mudanças a serem testadas. Algumas ferramentas:

Para dados:

  • Estudo de correlação, como gráficos de dispersão e planilhas de contingência;
  • Análise de Regressão Linear;

Para processos:

Improve e Control

A penúltima fase é a fase do Improve, onde vamos melhorar as nossas mudanças e começar a melhorar o nosso processo. Nesta fase nós iniciamos nossos experimentos. As ferramentas mais importantes a serem trabalhadas são o ciclo PDSA e o planejamento de experimentos, usando experimentos fatoriais. Ao sairmos do improve, já vamos saber exatamente quais ferramentas devemos implementar.

A última fase é a fase do Control. É nela que implementamos as mudanças vencedoras. Para que essa  implementação seja bem-feita, aplicamos algumas ferramentas de psicologia, como o diagrama de campos de força e elaboramos bons padrões e bons treinamentos. Sem isto, o risco de uma boa mudança perder-se é grande.

Qual a diferença do DMAIC para o PDCA?

O DMAIC e o PDCA são dois modelos de melhoria contínua amplamente utilizados em processos de negócios. Embora ambos sejam semelhantes em alguns aspectos, existem diferenças importantes entre eles. O DMAIC é uma abordagem estruturada de seis etapas para melhorar os processos de negócios e resolver problemas.

Já o PDCA é um modelo de quatro etapas que se concentra na melhoria contínua através de ciclos repetidos de planejamento, execução, verificação e ação corretiva. As etapas são:

  • Planejar: Definir o objetivo da melhoria e planejar como alcançá-lo;
  • Fazer: Implementar o plano;
  • Verificar: Verificar se o plano foi executado corretamente e se os resultados esperados foram alcançados;
  • Agir: Agir para corrigir quaisquer problemas e planejar o próximo ciclo.

Em resumo, enquanto o DMAIC é mais voltado para a solução de problemas específicos, o PDCA é mais geral e pode ser aplicado a uma ampla gama de processos e situações de negócios. O DMAIC é uma abordagem mais estruturada e sequencial, enquanto o PDCA é mais interativo e flexível.

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Qual a relação entre o Six Sigma e o método DMAIC?

O Six Sigma é uma metodologia de melhoria de processos que visa reduzir a variabilidade e melhorar a qualidade, aumentando a satisfação do cliente e reduzindo custos. É baseado em uma abordagem sistemática de solução de problemas e tomada de decisão baseada em dados.

O método DMAIC é uma das principais ferramentas utilizadas na implementação do Six Sigma. Ele é uma abordagem estruturada e sequencial de seis etapas para resolver problemas e melhorar os processos, como mencionado anteriormente.

As seis etapas do DMAIC (Definir, Medir, Analisar, Melhorar e Controlar) são usadas para identificar e resolver problemas específicos em um processo, com o objetivo final de melhorar a qualidade, a eficiência e a satisfação do cliente.

Dessa forma, o DMAIC é uma ferramenta fundamental dentro do Six Sigma, pois permite que a equipe de projeto siga uma abordagem sistemática e baseada em dados para identificar e solucionar problemas em processos de negócios. O Six Sigma e o DMAIC trabalham juntos para alcançar uma melhoria contínua e sustentável na qualidade do produto ou serviço oferecido pela empresa.

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Equipe FM2S

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