O que você precisa saber sobre Compliance?
Compliance

04 de junho de 2020

Última atualização: 06 de fevereiro de 2025

O que você precisa saber sobre Compliance?

Compliance deixou de ser apenas uma palavra da moda e tornou-se uma necessidade estratégica para empresas de todos os setores e tamanhos. Em um cenário global marcado por escândalos de corrupção e práticas antiéticas, o compliance se destaca como um alicerce essencial para garantir integridade, prevenir riscos e proteger a reputação organizacional.

Neste artigo, você vai entender o que é compliance, por que ele é importante, quais são seus pilares e como implementá-lo de forma eficaz na sua empresa.

O que é compliance?

Definição e conceito de compliance

Compliance significa agir de acordo com normas, leis e padrões éticos. No ambiente corporativo, isso se traduz em garantir que uma empresa e seus funcionários sigam regulamentos internos e externos, reduzindo riscos e fortalecendo a reputação.

O termo vem do inglês "to comply", que significa estar em conformidade. Em outras palavras, é um conjunto de práticas que evitam fraudes, falhas e condutas irregulares dentro das organizações. Empresas que adotam políticas de compliance buscam transparência, ética e segurança jurídica em suas operações.

Qual a origem do termo compliance?

O conceito de compliance não é novo. Ganhou força nos anos 2000, quando escândalos financeiros levaram empresas a reforçar normas para evitar fraudes e corrupção. Leis como a Lei Anticorrupção (12.846/2013) e regulamentos internacionais pressionaram organizações a adotar políticas rígidas de governança.

O objetivo sempre foi o mesmo: garantir que empresas sigam regras e boas práticas, evitando penalizações, danos à reputação e crises internas.

Como funciona o compliance dentro das empresas?

O compliance não é apenas um documento ou um conjunto de regras no papel. Ele precisa estar presente na cultura da empresa. Isso envolve:

  • Definição de políticas e normas internas baseadas em leis e boas práticas.
  • Treinamento de funcionários para garantir que conheçam e sigam as diretrizes.
  • Monitoramento contínuo, com auditorias e canais de denúncia para identificar falhas.
  • Ações corretivas para evitar que problemas se repitam.

Empresas que adotam compliance eficaz reduzem riscos legais e financeiros. Além disso, fortalecem a confiança de clientes, parceiros e investidores. Afinal, seguir regras não é só uma exigência — é um diferencial competitivo.

Os 3 pilares do Compliance

Embora diferentes organizações e setores possam ter variações nos elementos do compliance, é possível sintetizar os pilares em três principais componentes:

Prevenção

Envolve a criação e implementação de políticas e procedimentos que estabeleçam diretrizes claras e comportamentos esperados. Isso inclui a identificação e avaliação de riscos e a implementação de controles internos para minimizar a exposição a esses riscos. A prevenção também engloba a criação de uma cultura de conformidade, promovendo valores éticos e responsabilidade em todos os níveis da organização.

Detecção

Se refere ao monitoramento contínuo do cumprimento das políticas e regulamentações. Isso pode incluir a realização de auditorias internas e externas, a verificação do cumprimento das leis e regulamentações aplicáveis e a implementação de canais de denúncia para que funcionários e outras partes interessadas possam relatar suspeitas de violações.

Resposta e correção

É a adoção de medidas adequadas quando violações ou falhas de conformidade são identificadas. Isso inclui a aplicação de sanções disciplinares, a correção das violações, a implementação de medidas para prevenir futuras ocorrências e, quando necessário, a cooperação com as autoridades reguladoras e a aplicação da lei.

Esses três pilares do compliance, quando combinados, ajudam a garantir que uma organização opere de acordo com as leis, regulamentações e normas aplicáveis, além de manter a integridade e a reputação no mercado.

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Como implementar um programa de compliance eficaz?

Ter um programa de compliance estruturado não é apenas uma formalidade. Empresas que seguem boas práticas reduzem riscos, evitam sanções e ganham credibilidade. Mas, para que funcione, precisa ir além de regras no papel. cultura organizacional deve absorver essas diretrizes e garantir que todos as sigam.

Os pilares de um programa de compliance

Um programa de compliance sólido se baseia em algumas diretrizes fundamentais. Sem elas, a aplicação de normas e boas práticas se torna frágil. Veja os principais pilares:

Suporte da alta administração

Nada funciona sem o apoio do topo. O comprometimento da liderança com o compliance define o tom da empresa. Se diretores e gestores não seguem as regras, a equipe também não seguirá. É o exemplo que impulsiona a cultura de conformidade.

Código de conduta e políticas internas

A empresa precisa de regras claras. Um código de conduta bem estruturado define o que é aceitável e o que não é. Inclui diretrizes sobre conflitos de interesse, relacionamento com fornecedores, uso de informações e conduta ética no dia a dia.

Mas o documento não basta. As regras precisam ser divulgadas e aplicadas. Se a equipe não sabe o que pode ou não fazer, de nada adianta ter um código de conduta.

Treinamento e capacitação dos colaboradores

Compliance não se aprende por osmose. Funcionários precisam ser treinados para entender normas e saber como aplicá-las. Programas de capacitação ajudam a equipe a identificar riscos e agir corretamente em situações do dia a dia.

Além disso, reciclagens periódicas são fundamentais. Regras mudam, e o conhecimento precisa ser atualizado.

Monitoramento e auditorias internas

De tempos em tempos, é preciso avaliar se as regras estão sendo seguidas. Auditorias internas identificam falhas e previnem problemas antes que se tornem crises.

Monitoramento contínuo permite ajustes rápidos e reforça a cultura de compliance. Se ninguém verifica, a tendência é que as normas fiquem esquecidas.

Canal de denúncias e medidas disciplinares

O compliance só funciona se houver fiscalização e consequências. Ter um canal de denúncias seguro e confidencial permite que funcionários reportem irregularidades sem medo de retaliação.

Mas relatar problemas não basta. A empresa precisa agir. Investigar denúncias e aplicar medidas disciplinares quando necessário é o que mantém a credibilidade do programa.

Ferramentas e tecnologias para compliance

A tecnologia ajuda — e muito — na gestão do compliance. Softwares especializados automatizam processos, rastreiam dados e garantem maior controle. Algumas ferramentas úteis incluem:

  • Plataformas de gestão de compliance, que organizam normativas e obrigações.
  • Sistemas de auditoria digital, que monitoram transações e identificam inconsistências.
  • Canais de denúncia online, garantindo anonimato e segurança para os colaboradores.

Empresas que investem em tecnologia para compliance reduzem falhas humanas e melhoram a transparência. Afinal, regras bem aplicadas são um diferencial competitivo.

Dicas de gerenciamento de Compliance

Além destas, existem outras dicas gerais sobre o gerenciamento de compliance para aplicar no seu negócio:

  • Use sistemas de informação que suportem o monitoramento das atividades da empresa e que estejam em conformidade com os processos de conformidade;
  • Ter gestão de contratos para serviços e materiais alinhados com os níveis de conformidade estabelecidos pela empresa;
  • Fortalecer as rotinas de inspeção e inspeção das atividades, incluindo aquelas que geralmente não possuem certificações;
  • Foco na conformidade de processos nos níveis municipal, estadual e federal;
  • Ter um sistema de padronização sempre ativo e atualizado na empresa;
  • Ter processos de auditoria interna focados nos requisitos para obter conformidade;
  • Possuir sistemas de controle com graus adequados de profundidade;
  • Ter comunicação estruturada sobre os instrumentos normativos da empresa.

Com essas ações, a empresa reduz custos e despesas, aumenta sua receita operacional e evita perdas. Além disso, com o cumprimento das leis, a transparência dos processos torna-se uma realidade mais consolidada, o que traz maior confiança no mercado.

Quais são as responsabilidades do Compliance?

Direção da empresa

A direção da empresa tem a responsabilidade de estabelecer a importância da conformidade para toda a empresa e de criar uma cultura de conformidade. Eles devem assegurar que os recursos necessários sejam alocados para garantir que a conformidade seja alcançada e mantida.

Equipe de Compliance

A equipe de Compliance tem a responsabilidade de garantir que a empresa esteja em conformidade com todas as regulamentações e leis aplicáveis. Isso inclui a identificação de regulamentos e leis relevantes, a criação de políticas e procedimentos de conformidade, a capacitação dos funcionários e a monitorização constante da conformidade.

Funcionários

Todos os funcionários da empresa têm a responsabilidade de entender e seguir as políticas e procedimentos de conformidade da empresa. Eles devem ser capacitados sobre as regulamentações aplicáveis e as responsabilidades relacionadas à conformidade.

Como medir a eficácia do Compliance?

Avaliar o desempenho do programa de Compliance é fundamental. Utilize métricas como:

  • Número de violações detectadas e corrigidas;
  • Participação em treinamentos;
  • Índice de conformidade em auditorias internas.

monitoramento constante também é importante, e inclui revisar regularmente políticas e procedimentos de conformidade, bem como monitorar a implementação de políticas e procedimentos.

revisão periódica inclui revisar regulamentos e leis relevantes, avaliar a eficácia das políticas e procedimentos de conformidade e identificar áreas de melhoria.

As regulamentações financeiras incluem leis e regulamentos que controlam a gestão financeira das empresas, como a contabilidade e a apresentação de relatórios financeiros.

proteção de dados é uma área crítica de conformidade que abrange a segurança de dados pessoais e a privacidade das informações dos clientes. Isso inclui regulamentos como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) na União Europeia.

Áreas comuns de Compliance

Conformidade ambiental

A conformidade ambiental abrange as leis e regulamentos que regem as atividades da empresa que afetam o meio ambiente, como a gestão de resíduos e a emissão de gases de efeito estufa.

Conformidade trabalhista

A conformidade trabalhista abrange as leis e regulamentos que ordenam as relações entre empregadores e empregados, incluindo questões como salários, horas extras, férias e condições de trabalho.

Conformidade de saúde e segurança

A conformidade de saúde e segurança abrange as leis e regulamentos que controlam as condições de trabalho e a saúde dos funcionários, incluindo questões como ergonomia e segurança no trabalho.

Conformidade fiscal

A conformidade fiscal abrange as leis e regulamentos que regem as cobranças de impostos, incluindo questões como a apresentação de declarações de impostos e a remuneração de impostos devidos.

Conformidade ética

A conformidade ética abrange as leis e regulamentos que determinam as condutas ética das empresas e dos funcionários, incluindo questões como a corrupção, a discriminação e a exploração.

Um programa de compliance eficaz depende de gestores preparados para tomar decisões estratégicas, garantir a conformidade e fortalecer a cultura organizacional. Quer desenvolver essas habilidades? Acesse o curso gratuito de Fundamentos de Gestão e Liderança da FM2S! Aprenda como liderar com ética, estratégia e eficiência.

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Compliance e legislação: o que sua empresa precisa saber?

Nenhuma empresa opera no vácuo. Leis e normas de compliance existem para garantir transparência, prevenir fraudes e evitar sanções. Ignorar essas regras pode custar caro, desde multas pesadas até bloqueios em contratos públicos. Saber quais leis regem o compliance no Brasil é o primeiro passo para evitar problemas.

Principais leis e normas de compliance no Brasil

Empresas precisam seguir uma série de regras para garantir conformidade. No Brasil, algumas leis se destacam quando o assunto é compliance corporativo:

  • Lei Anticorrupção (12.846/2013) – Estabelece responsabilidade objetiva de empresas em casos de corrupção.
  • Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – 13.709/2018) – Define como dados pessoais devem ser tratados, protegendo a privacidade dos cidadãos.
  • Lei das Estatais (13.303/2016) – Regula normas de governança e compliance em empresas públicas.
  • Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) – Protege direitos dos consumidores e define boas práticas comerciais.
  • Normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – Regulam empresas de capital aberto, exigindo transparência financeira e controle interno.

Empresas que ignoram essas leis correm riscos sérios, desde penalizações financeiras até restrições comerciais.

Compliance e a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013)

Lei Anticorrupção mudou o jogo no Brasil. Antes dela, apenas indivíduos eram responsabilizados por atos de corrupção. Com a nova regra, empresas podem ser punidas independentemente de dolo ou culpa.

Se um funcionário ou terceiro cometer irregularidades em nome da empresa, a organização pode ser penalizada. As sanções incluem:

  • Multas de até 20% do faturamento bruto ou até R$ 60 milhões.
  • Proibição de firmar contratos com o governo.
  • Publicação obrigatória da condenação, afetando a reputação da empresa.

Ter um programa de compliance estruturado pode atenuar penalidades. Empresas que demonstram boas práticas e mecanismos de controle podem ter redução das multas.

A relação entre compliance e LGPD

O compliance não se resume à corrupção. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trouxe novas exigências para empresas que lidam com informações pessoais. O descumprimento pode gerar sanções pesadas, incluindo multas de até R$50 milhões.

O que as empresas precisam garantir para estarem em conformidade com a LGPD?

  • Mapeamento de dados: saber quais informações pessoais são coletadas e como são usadas.
  • Consentimento explícito: garantir que clientes aceitem o uso de seus dados de forma clara.
  • Proteção de dados: implementar medidas de segurança para evitar vazamentos.
  • Direito dos titulares: permitir que clientes solicitem acesso, correção ou exclusão de seus dados.

Um compliance digital bem estruturado reduz riscos e protege a empresa contra penalizações. Além disso, transparência no uso de dados fortalece a confiança dos clientes.

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Equipe FM2S

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