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Liderança

24 de novembro de 2023

Última atualização: 09 de janeiro de 2024

Tipos de Liderança: 7 tipos e suas características

A liderança é uma habilidade essencial em qualquer ambiente, seja no mundo corporativo, na política ou em atividades do dia a dia. As diferentes situações exigem diferentes abordagens, e é por isso que existem vários tipos de liderança. Neste artigo, apresentaremos os principais tipos de liderança, entender suas características e descobrir como cada um pode impactar positivamente a equipe.

O que é liderança?

Antes de falar sobre os tipos, é importante entendermos o que é liderança. 

liderança refere-se à capacidade de uma pessoa influenciar, motivar e orientar outros em direção a objetivos específicos. Um líder é alguém que exerce influência sobre um grupo de pessoas para alcançar metas comuns. 

A liderança não está limitada a cargos formais ou hierárquicos; ela pode ocorrer em diversos contextos, como equipes de trabalho, organizações, comunidades e até mesmo em situações informais.

Existem diferentes teorias e abordagens sobre liderança, e os tipos de liderança podem variar consideravelmente e é sobre isso que discutiremos agora. 

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Quais são os Tipos de Liderança?

Alguns líderes adotam uma abordagem mais autocrática, tomando decisões centralizadas, enquanto outros preferem uma abordagem mais participativa, envolvendo membros da equipe nas decisões. Além disso, a liderança eficaz muitas vezes envolve habilidades como comunicação eficaz, empatia, tomada de decisão, resolução de conflitos e inspiração.

Todas essas características diferentes resultam em tipos de liderança diferentes com suas características únicas, confira cada um desses tipos de liderança:

Liderança autocrática

A liderança autocrática, muitas vezes caracterizada por decisões unilaterais, controle centralizado e uma clara hierarquia de autoridade, é um dos tipos de liderança mais antigos e persistentes. 

Este modelo, embora demonstre eficácia em determinadas circunstâncias, enfrenta críticas e desafios em um mundo que valoriza cada vez mais a participação e a colaboração.

No cerne da liderança autocrática está a concentração de poder nas mãos do líder. Este toma decisões significativas sem a necessidade de consulta ou consenso com a equipe. A autoridade é clara, e a comunicação flui predominantemente de cima para baixo. Este modelo é frequentemente observado em ambientes militares, organizações altamente hierárquicas e situações de crise.

A liderança autocrática demonstra sua eficácia em situações de crise, onde a tomada de decisões rápidas é imperativa. Em ambientes militares, por exemplo, a clareza de comando pode ser crucial para a execução de estratégias complexas em tempo real. Da mesma forma, em empresas enfrentando crises financeiras, um líder autocrático pode implementar medidas emergenciais sem atrasos decorrentes de deliberações demoradas.

Apesar de sua eficácia em situações específicas, a liderança autocrática enfrenta críticas substanciais. Um dos principais desafios é a falta de engajamentomotivação da equipe. Quando os membros não têm voz nas decisões, podem se sentir desvalorizados, resultando em desmotivação e, em última instância, em uma diminuição do desempenho.

Além disso, a ausência de uma abordagem participativa pode minar a inovação. Em um ambiente onde a criatividade é valorizada, a liderança autocrática pode limitar o surgimento de ideias inovadoras, pois os membros da equipe podem hesitar em expressar suas perspectivas.

Históricamente, diversos líderes foram conhecidos por adotar uma abordagem autocrática. Um exemplo notável é o líder soviético Joseph Stalin. Durante seu governo, Stalin centralizou o poder, tomando decisões cruciais sem consultar outros líderes do Partido Comunista. Embora tenha sido creditado por guiar a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, seu tipo de liderança também foi associado a perseguições políticas e repressão.

Em um mundo onde a diversidade de pensamento é cada vez mais valorizada, alguns líderes autocráticos têm buscado adaptar seus estilos. Introduzir elementos de liderança participativa em certas áreas pode ajudar a mitigar os desafios associados à falta de engajamento e inovação.

A liderança autocrática, apesar de suas críticas, continua a ser relevante em contextos específicos. No entanto, a capacidade de líderes autocráticos se adaptarem às demandas contemporâneas, incorporando princípios de liderança mais participativos e valorizando a diversidade de pensamento, pode ser crucial para o sucesso sustentável em um ambiente empresarial e social em constante evolução. 

A chave está em reconhecer que, embora o controle centralizado possa ser eficaz em certas circunstâncias, a verdadeira liderança envolve uma compreensão profunda da situação e a capacidade de ajustar o estilo conforme necessário.

Liderança democrática

A liderança democrática representa um paradigma oposto à abordagem autocrática, caracterizando-se pela tomada de decisões compartilhadas, participação ativa da equipe e uma cultura que valoriza a diversidade de ideias. 

Este tipo de liderança tem ganhado destaque em um mundo onde a colaboração e a inovação são essenciais para o sucesso organizacional.

Ao contrário da liderança autocrática, a liderança democrática busca envolver os membros da equipe no processo de tomada de decisões. O líder atua como facilitador, estimulando a participação e valorizando a contribuição de cada membro. 

A comunicação é horizontal, promovendo um ambiente aberto e transparente.

A liderança democrática é frequentemente associada à promoção da criatividadeinovação. Quando os membros da equipe se sentem capacitados a expressar suas ideias, há um aumento na diversidade de perspectivas, o que pode levar a soluções mais criativas e eficazes.

Além disso, a participação ativa na tomada de decisões promove um senso de propriedade e comprometimento. Os membros da equipe sentem que suas opiniões são valorizadas, o que, por sua vez, aumenta a motivação e a dedicação ao sucesso coletivo.

Embora a liderança democrática tenha muitos benefícios, não está isenta de desafios. O processo de tomada de decisões pode ser mais demorado, pois requer a consideração de diversas opiniões. Em situações de emergência, essa abordagem pode ser menos eficaz do que a liderança autocrática.

Além disso, a implementação bem-sucedida da liderança democrática depende da criação de uma cultura organizacional que valorize a participação e a abertura. Em ambientes onde a hierarquia é muito rígida, pode haver resistência à ideia de compartilhamento de poder e decisões.

Empresas notáveis, como Google e Pixar, são frequentemente citadas como exemplos de organizações que adotam a liderança democrática. Essas empresas incentivam a participação dos funcionários em processos de decisão, buscando criar ambientes de trabalho que promovam a inovação e a satisfação no trabalho.

Líderes democráticos bem-sucedidos são adaptáveis e reconhecem a necessidade de equilibrar a participação com a eficiência. Em momentos críticos, podem adotar uma abordagem mais direta, reservando a tomada de decisões rápidas para garantir a eficácia operacional.

A liderança democrática, com seu foco na participação e colaboração, destaca-se como um modelo eficaz em ambientes onde a inovação e a adaptabilidade são cruciais. Ao construir uma cultura organizacional que valoriza a diversidade de pensamento, os líderes democráticos estão posicionados para cultivar equipes motivadas e resilientes, prontas para enfrentar os desafios em constante evolução do mundo empresarial e social. 

A verdadeira força dessa abordagem reside na capacidade de criar um equilíbrio entre a participação da equipe e a eficiência na tomada de decisões, resultando em uma liderança que é não apenas eficaz, mas também sustentável a longo prazo.

Liderança transacional

A liderança transacional é um tipo que se concentra em estabelecer transações claras entre líder e equipe, baseando-se em recompensas e punições. 

Este modelo visa garantir a conformidade com as expectativas, estabelecendo metas específicas e recompensando o desempenho positivo, enquanto, simultaneamente, aplicando correções diante de desvios.

  • Estabelecimento de Metas Claras: Líderes transacionais definem metas claras e expectativas para a equipe. Essas metas geralmente estão relacionadas a resultados específicos e mensuráveis.
  • Recompensas por Desempenho: O reconhecimento e as recompensas são oferecidos quando os membros da equipe atingem ou superam as metas estabelecidas. Isso pode incluir bônus, elogios públicos ou promoções.
  • Correção de Desvios: Em contrapartida, a liderança transacional implica na aplicação de punições ou correções quando as metas não são alcançadas. Isso pode incluir advertências, ações disciplinares ou outras formas de feedback negativo.

A liderança transacional é notavelmente eficiente em ambientes onde a execução precisa e eficaz de tarefas é crucial. Em setores como a indústria manufatureira ou a logística, onde a precisão e o cumprimento de prazos são imperativos, este tipo pode proporcionar resultados consistentes.

Apesar de sua eficácia em ambientes específicos, a liderança transacional também enfrenta críticas e desafios. O foco excessivo em recompensas e punições pode levar à conformidade superficial, onde os membros da equipe realizam tarefas apenas para obter recompensas, sem um verdadeiro comprometimento.

Além disso, a ênfase em metas de curto prazo pode sacrificar a inovação e a criatividade a longo prazo. Em ambientes que demandam adaptabilidade e resolução de problemas complexos, a liderança transacional pode ser limitada.

Um exemplo clássico de liderança transacional pode ser encontrado em organizações de vendas, onde metas individuais de vendas são estabelecidas, e os vendedores são recompensados com comissões por atingirem ou superarem essas metas. 

Da mesma forma, em ambientes corporativos, bônus anuais podem ser concedidos com base no desempenho individual e nos resultados da empresa.

Líderes transacionais bem-sucedidos reconhecem a importância de equilibrar o foco nas metas com a promoção de um ambiente de trabalho positivo. Introduzir elementos de reconhecimento não monetário, como elogios e oportunidades de desenvolvimento, pode melhorar a moral da equipe.

A liderança transacional é um modelo eficaz em contextos específicos, especialmente onde a execução eficiente é vital. No entanto, seu uso exclusivo pode levar a uma cultura organizacional baseada em recompensas e punições, limitando o potencial criativo e inovador da equipe. 

Os líderes transacionais que buscam maximizar o desempenho a longo prazo podem encontrar sucesso ao equilibrar a eficiência operacional com a promoção de um ambiente que valoriza a inovação e o desenvolvimento contínuo da equipe.

Liderança transformacional

A liderança transformacional emerge como uma abordagem que transcende a simples gestão, buscando não apenas resultados tangíveis, mas uma profunda transformação nas pessoas e nas organizações. 

Este tipo de liderança, marcado por uma visão inspiradora, estímulo ao desenvolvimento pessoalcomunicação eficaz, tem sido reconhecido como um catalisador para o crescimento sustentável e a inovação.

Na essência da liderança transformacional está a capacidade de articular uma visão inspiradora. Líderes transformacionais não apenas delineiam metas organizacionais, mas também pintam um quadro convincente do futuro, engajando emocionalmente os membros da equipe. 

Este tipo vai além da gestão transacional, buscando criar um impacto duradouro nas atitudes e comportamentos dos liderados.

Um dos pilares fundamentais da liderança transformacional é o compromisso com o desenvolvimento pessoal dos membros da equipe. Líderes transformacionais não apenas reconhecem as habilidades existentes, mas também incentivam a aprendizagem contínua e o crescimento individual. 

Isso cria um ambiente em que os liderados se sentem valorizados e inspirados a alcançar seu máximo potencial.

A comunicação é uma peça central na liderança transformacional. Líderes eficazes nesse tipo são hábeis em transmitir sua visão de maneira clara e inspiradora. Além disso, eles valorizam a escuta ativa, criando um ambiente onde as ideias e preocupações da equipe são levadas em consideração. A comunicação transparente e bidirecional alimenta a confiança e o engajamento.

Inúmeras pesquisas destacam os benefícios da liderança transformacional nas organizações. Um estudo do Instituto Gallup revelou que equipes lideradas por líderes transformacionais têm maior engajamento, produtividade e satisfação no trabalho. Além disso, organizações com líderes transformacionais demonstram maior resiliência diante de desafios e são mais propensas a inovar.

Exemplos inspiradores de liderança transformacional:

Martin Luther King Jr.: Um ícone do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, King foi um líder transformacional que inspirou milhões com sua visão de igualdade e justiça. Sua capacidade de articular uma visão inspiradora mobilizou uma nação.

Nelson Mandela: Mandela, líder anti-apartheid e ex-presidente da África do Sul, exemplificou a liderança transformacional ao liderar o país na superação de décadas de segregação racial. Sua visão de reconciliação e unidade inspirou uma transformação histórica.

Líderes transformacionais bem-sucedidos são adaptáveis e reconhecem a importância de ajustar sua abordagem às necessidades específicas da equipe e do ambiente. A flexibilidade em lidar com desafios e a disposição para aprender continuamente são características-chave.

Enquanto a liderança transformacional é amplamente elogiada, não está isenta de desafios. A dependência excessiva de um líder carismático pode criar vulnerabilidades, e a implementação inadequada da visão pode levar a expectativas irreais. 

Além disso, a transição para uma cultura transformacional pode encontrar resistência em organizações acostumadas a modelos mais tradicionais.

A liderança transformacional representa uma abordagem dinâmica que vai além dos paradigmas tradicionais. Sua capacidade de inspirar, engajar e transformar não apenas resultados organizacionais, mas também a própria natureza das relações de trabalho, a torna uma força poderosa. 

No entanto, é fundamental reconhecer que a liderança transformacional não é um esforço isolado, mas uma jornada contínua de aprendizado, adaptação e inspiração. Quando cultivada de maneira autêntica, essa abordagem não apenas eleva equipes, mas também deixa um legado duradouro de crescimento e inovação.

Liderança carismática

A liderança carismática, muitas vezes descrita como uma forma de arte, é um estilo que transcende a simples gestão, mergulhando nas nuances da influência pessoal e da conexão emocional. 

Os pilares da liderança carismática

Carisma Pessoal: A liderança carismática frequentemente começa com a presença magnética do líder. Carismáticos por natureza, esses líderes possuem uma aura que atrai e envolve os outros. Seja por meio de um sorriso contagiante, linguagem corporal envolvente ou uma habilidade excepcional de comunicação, o carisma pessoal é o ponto de partida.

Visão Inspiradora: Uma visão clara e inspiradora é o segundo pilar da liderança carismática. Os líderes carismáticos têm a capacidade de articular uma narrativa convincente sobre o futuro, conectando essa visão aos valores e aspirações compartilhados pela equipe. Essa visão não apenas direciona a organização, mas também motiva os membros da equipe a se esforçarem para alcançá-la.

Comunicação Impactante: A comunicação é um aspecto vital da liderança carismática. Líderes carismáticos não apenas transmitem informações, mas o fazem de uma maneira que ressoa emocionalmente com a audiência. Seja por meio de discursos inspiradores, storytelling envolvente ou simples interações diárias, a comunicação eficaz constrói uma ponte emocional entre o líder e a equipe.

Exemplos icônicos de liderança carismática:

Steve Jobs (Apple): Um ícone da liderança carismática, Jobs co-fundou a Apple e se destacou por sua habilidade de inspirar inovação. Suas apresentações eram verdadeiros eventos, onde ele compartilhava não apenas produtos, mas uma visão apaixonada do futuro.

Nelson Mandela (Política): Mandela, líder anti-apartheid e ex-presidente da África do Sul, personificou a liderança carismática ao unir uma nação dividida. Sua resiliência e compaixão inspiraram não apenas a África do Sul, mas o mundo.

A liderança carismática pode ter impactos significativos nas organizações, influenciando desde o engajamento dos funcionários até os resultados financeiros. Pesquisas sugerem que equipes lideradas por líderes carismáticos tendem a ter maior satisfação no trabalho e menor rotatividadeAlém disso, organizações com líderes carismáticos muitas vezes experimentam um aumento na motivação e na inovação.

Apesar dos benefícios, a liderança carismática também apresenta desafios. A dependência excessiva do carisma do líder pode criar vulnerabilidades, especialmente se a organização não desenvolver uma cultura robusta e sustentável. Além disso, a transição entre líderes carismáticos pode ser um momento crítico, uma vez que a ausência da personalidade cativante pode gerar desafios de continuidade.

A liderança carismática não é estática, líderes carismáticos bem-sucedidos são adaptáveis e reconhecem a importância do desenvolvimento pessoal contínuo. Eles buscam aprimorar suas habilidades de comunicação, promover uma cultura organizacional saudável e cultivar líderes emergentes dentro da equipe.

A liderança carismática, quando autêntica e alinhada com valores éticos, pode ser uma força poderosa para impulsionar o sucesso organizacional. 

No entanto, a compreensão dos desafios subjacentes e o equilíbrio entre carisma e desenvolvimento organizacional são essenciais para garantir uma liderança carismática que seja não apenas inspiradora, mas também sustentável a longo prazo. 

Liderança situacional

A liderança situacional, um conceito desenvolvido por Paul Hersey e Ken Blanchard na década de 1970, destaca-se como uma abordagem dinâmica que reconhece a necessidade de adaptação do estilo de liderança às circunstâncias específicas enfrentadas pela equipe. 

A liderança situacional baseia-se na premissa de que não existe um estilo de liderança único que seja eficaz em todas as situações. Em vez disso, o líder deve avaliar a maturidade e as necessidades individuais da equipe para adaptar seu estilo de liderança. Hersey e Blanchard identificaram quatro estilos de liderança:

  • Diretivo (S1): O líder fornece orientações claras e específicas, toma decisões e supervisiona de perto as tarefas.
  • Persuasivo (S2): O líder ainda toma decisões, mas agora busca feedback e explicação, procurando persuadir a equipe a aceitar sua visão.
  • Participativo (S3): O líder compartilha a responsabilidade de tomada de decisões com a equipe, buscando colaboração e consenso.
  • Delegativo (S4): O líder delega responsabilidades decisórias à equipe, proporcionando liberdade para tomar decisões.

O processo de aplicação da liderança situacional envolve a avaliação contínua da maturidade da equipe em relação a uma tarefa ou objetivo específico. A maturidade é definida pela combinação da prontidão da equipe para a tarefa (habilidades e conhecimentos) e a prontidão psicológica (motivação e confiança). A partir dessa avaliação, o líder ajusta seu estilo de liderança conforme a necessidade.

Exemplos notáveis de liderança situacional:

Jeff Bezos (Amazon): Bezos, ao longo do crescimento exponencial da Amazon, demonstrou habilidades de liderança situacional. Ele foi capaz de alternar entre liderança diretiva nos estágios iniciais, onde a orientação clara era crucial, para liderança mais participativa à medida que a empresa crescia, incentivando a inovação e a colaboração.

Abraham Lincoln (Presidência dos EUA): Lincoln é um exemplo histórico de liderança situacional. Durante a Guerra Civil, ele demonstrou uma capacidade única de adaptar sua abordagem de liderança, passando de uma postura mais diretiva no início do conflito para uma abordagem mais participativa à medida que o cenário evoluía.

A liderança situacional oferece uma abordagem flexível que se alinha com a natureza dinâmica dos ambientes de negócios modernos. Organizações que adotam esse modelo podem experimentar maior eficiência operacional, aumento da satisfação dos funcionários e melhor desempenho em equipe.

A adaptabilidade do líder é crucial para o sucesso, pois permite uma resposta ágil a desafios em constante mudança.

Enquanto a liderança situacional oferece muitas vantagens, também enfrenta desafios. A avaliação precisa da maturidade da equipe pode ser complexa, e a aplicação inadequada dos estilos de liderança pode resultar em confusão e falta de direção. 

Além disso, alguns críticos argumentam que a liderança situacional pode ser percebida como inconstante, necessitando de uma comunicação clara sobre a lógica por trás das mudanças de abordagem.

A liderança situacional exige que os líderes estejam dispostos a se adaptar continuamente. Isso não apenas envolve a habilidade de ajustar os estilos de liderança, mas também a disposição de buscar feedback, aprender com experiências passadas e investir no desenvolvimento pessoal.

A liderança situacional representa uma abordagem que reconhece a complexidade das dinâmicas humanas e organizacionais. Em um mundo empresarial em constante evolução, a capacidade de adaptar-se a diferentes contextos e às necessidades específicas da equipe é um diferencial significativo. 

Ao incorporar os princípios da liderança situacional, os líderes podem criar ambientes que promovem a eficiência, a motivação e o sucesso a longo prazo. A verdadeira maestria na liderança situacional está na habilidade de navegar pelas complexidades da adaptação estratégica com autenticidade e eficácia.

Liderança Laissez-Faire

liderança Laissez-Faire, derivada do termo francês que significa "deixar fazer", representa um tipo de liderança onde a intervenção direta do líder é mínima, proporcionando uma grande autonomia aos membros da equipe. 

Em contraste com abordagens mais centralizadas, a liderança Laissez-Faire é fundamentada na crença de que a equipe atinge seu potencial máximo quando é permitido o máximo de liberdade. 

Nesse modelo, o líder assume um papel mais hands-off, oferecendo orientação apenas quando solicitado, e permitindo que os membros da equipe tomem decisões e gerenciem suas tarefas de maneira independente.

A autonomia é o pilar central da liderança Laissez-Faire. Esse tipo de liderança pressupõe que os membros da equipe são autodirigidos e têm a capacidade de tomar decisões informadas. A liberdade para definir metas, estratégias e métodos de trabalho visa promover a responsabilidade individual e o desenvolvimento da autogestão.

A liderança Laissez-Faire é notável por sua flexibilidade e capacidade de resposta à mudança. Ao permitir que a equipe ajuste suas abordagens conforme necessário, esse tipo de liderança se alinha bem com ambientes dinâmicos e organizações que valorizam a inovação contínua.

Benefícios da liderança Laissez-Faire:

  • Estímulo à Criatividade e Inovação: A liberdade concedida aos membros da equipe pode estimular a criatividade e a inovação, uma vez que eles se sentem capacitados para explorar novas abordagens e soluções.
  • Desenvolvimento da Autonomia: A liderança Laissez-Faire contribui para o desenvolvimento da autonomia e habilidades de tomada de decisão dos membros da equipe, preparando-os para enfrentar desafios de forma independente.
  • Engajamento e Satisfação: Equipes sob liderança Laissez-Faire frequentemente relatam níveis mais altos de engajamento e satisfação, uma vez que se sentem valorizadas e confiantes em suas habilidades.

Desafios e considerações críticas:

  • Necessidade de Equipes Maduras: A eficácia da liderança Laissez-Faire é maximizada em equipes maduras, compostas por membros autoconfiantes e experientes. Em equipes menos maduras, a falta de estrutura pode levar à descoordenação e falta de foco.
  • Risco de Falta de Direção Clara: A ausência de supervisão rigorosa pode resultar em uma falta percebida de direção. Alguns membros da equipe podem se sentir perdidos ou desmotivados sem uma orientação clara.
  • Possível Falta de Controle: A liderança Laissez-Faire pode levar a problemas de controle, onde as equipes podem se desviar do caminho desejado ou tomar decisões que não estão alinhadas com os objetivos organizacionais.

Exemplos de liderança Laissez-Faire:

Google (Projeto 20%): O famoso "Projeto 20%" da Google é um exemplo de liderança Laissez-Faire em ação. Os engenheiros são encorajados a gastar 20% do seu tempo de trabalho em projetos pessoais que consideram valiosos, resultando em inovações como o Gmail.

Pixar (Cultura de Criatividade): A Pixar, sob a liderança de Ed Catmull e Steve Jobs, adota uma abordagem Laissez-Faire ao encorajar uma cultura de criatividade, onde os membros da equipe têm liberdade para explorar ideias e abordagens inovadoras.

A liderança Laissez-Faire pode ter um impacto significativo nas organizações modernas, especialmente aquelas que valorizam a autonomia, a inovação e a agilidade. Essa abordagem se alinha bem com ambientes de trabalho que requerem respostas rápidas a mudanças e a promoção de um espírito empreendedor.

A liderança Laissez-Faire, embora ofereça uma abordagem única para gestão, não é isenta de desafios. Seu sucesso depende significativamente da maturidade da equipe e da cultura organizacional.

Quando implementada de maneira eficaz, a liderança Laissez-Faire pode ser uma ferramenta poderosa para desbloquear a criatividade, fomentar a autonomia e impulsionar o desempenho individual e coletivo. 

No entanto, cabe aos líderes avaliar cuidadosamente o contexto e as características da equipe antes de adotar essa abordagem, garantindo que ela se alinhe harmoniosamente com os objetivos organizacionais e promova um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

Conclusão

Em última análise, a liderança não é uma posição estática, é uma jornada de aprendizado contínuo e aprimoramento. Entender os diferentes tipos de liderança oferece uma caixa de ferramentas valiosa para os líderes, permitindo-lhes escolher a abordagem certa para cada desafio. 

Independentemente do tipo adotado, o verdadeiro líder é aquele que inspira e capacita os outros a alcançar seu melhor potencial. E assim, a jornada da liderança continua, moldando equipes e organizações para um futuro de sucesso.

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Alexandre Queiroz

Alexandre Queiroz

Alexandre Mazzini, aluno da UNICAMP em Tec. Controle Ambiental. Especialização em Mídias Sociais e SEO, atua no setor de marketing da FM2S como redator para conteúdo web e analista SEO para blogs.