Mulheres na ciência: desafios, avanços e papel das empresas
Inclusão

11 de fevereiro de 2025

Mulheres na ciência: desafios, avanços e papel das empresas

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, reforça a importância da participação feminina no avanço científico.

No mundo da ciência e da inovação, as mulheres desempenharam papéis fundamentais, muitas vezes sem o devido reconhecimento. Da descoberta do DNA às pesquisas sobre radioatividade, suas contribuições moldaram a sociedade como conhecemos hoje. Mas os desafios persistem.

Neste artigo, exploramos a trajetória das mulheres na ciência, os avanços conquistados, a importância da representatividade e, principalmente, como o mundo corporativo pode desempenhar um papel crucial para impulsionar essa transformação.

O caminho das mulheres na ciência

Durante séculos, o acesso feminino à ciência foi limitado. Mesmo quando suas descobertas eram revolucionárias, muitas mulheres não receberam o crédito merecido.

  • Rosalind Franklin: teve seu trabalho fundamental sobre o DNA utilizado sem reconhecimento adequado.
  • Lise Meitner: ajudou a descobrir a fissão nuclear, mas o Prêmio Nobel foi concedido apenas ao seu colega Otto Hahn.
  • Marie Curie: primeira mulher a ganhar um Nobel, enfrentou resistência para ser aceita na academia científica.

Apesar dessas dificuldades, as mulheres persistiram. Hoje, representam 33% dos pesquisadores globais, segundo a UNESCO. Um avanço significativo, mas ainda longe da equidade.

Quais desafios ainda existem?

Mesmo com mais oportunidades, as barreiras persistem:

  • Diferença salarial: mulheres na ciência ganham, em média, 18% a menos do que seus colegas homens. (Fonte: UNESCO, 2021)
  • Baixa representatividade em cargos de liderança: apenas 2% das posições de liderança em ciência e tecnologia na América Latina são ocupadas por mulheres. (Fonte: Agência Brasil, 2021)
  • Menor incentivo na infância e adolescência: meninas são desencorajadas a seguir carreiras nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). (Fonte: British Council, 2023)
  • Conciliar carreira e vida pessoal: a sobrecarga de trabalho e as exigências familiares ainda recaem mais sobre as mulheres, impactando suas carreiras. (Fonte: British Council, 2023)
  • Preconceitos e estereótipos de gênero: mulheres precisam provar constantemente sua competência em ambientes predominantemente masculinos.
  • Acesso limitado à educação: meninas em diversos países têm menos acesso a formação de qualidade e incentivos para seguir carreiras científicas.

Para mudar esse cenário, o incentivo precisa começar cedo e continuar dentro das empresas e instituições.

Avanços e representatividade

A presença feminina na ciência e tecnologia cresce ano a ano. Mais mulheres estão publicando pesquisas, assumindo posições de liderança e quebrando barreiras antes intransponíveis.

Por que a representatividade feminina na ciência importa?

  • Gera inovação: times diversos são mais criativos e eficazes na solução de problemas.
  • Reduz vieses: pesquisas conduzidas apenas por homens podem ignorar fatores que impactam diretamente as mulheres.
  • Inspira novas gerações: a visibilidade de mulheres cientistas incentiva meninas a considerarem carreiras na área.

Mulheres que estão mudando a ciência hoje

  • Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier: vencedoras do Prêmio Nobel de Química 2020 por desenvolverem a técnica de edição genética CRISPR.
  • May-Britt Moser: neurocientista que descobriu células que ajudam a entender a localização espacial e a memória espacial.
  • Katie Bouman: cientista que ajudou a capturar a primeira imagem de um buraco negro.

O papel das empresas: como impulsionar a presença feminina 

O ambiente corporativo tem um papel fundamental na construção de uma ciência mais inclusiva. Além das universidades e centros de pesquisa, as empresas são responsáveis por fomentar a inovação e criar espaços de oportunidades.

Como as empresas podem apoiar as mulheres na ciência?

Criando programas de mentoria e liderança feminina

  • Empresas podem estabelecer iniciativas para preparar mulheres para cargos estratégicos em ciência e tecnologia.
  • Mentoras experientes ajudam a guiar talentos femininos em suas trajetórias.

Oferecendo oportunidades reais de crescimento

  • Processos seletivos mais inclusivos, que incentivem a presença feminina.
  • Planos de carreira claros, com equidade salarial e oportunidades de promoção.

Investindo em educação e capacitação

  • Parcerias com universidades para estimular o ingresso de meninas em carreiras científicas.
  • Programas de bolsas e incentivo à pesquisa para mulheres.

Criando um ambiente corporativo mais inclusivo

  • Políticas que favoreçam equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Combate ao viés inconsciente na tomada de decisões dentro das empresas.

Por que as empresas devem incluir mais mulheres?

A diversidade no ambiente de trabalho não é apenas uma questão social, mas também um diferencial competitivo. Empresas que incentivam a presença feminina em áreas científicas e tecnológicas colhem benefícios diretos, como:

Inovação e criatividade: equipes diversas geram soluções mais completas e eficientes. Estudos mostram que empresas com maior diversidade de gênero têm até 20% mais chances de inovar. (Fonte: McKinsey, 2021)

Melhor desempenho financeiro: organizações com mais mulheres em cargos técnicos e de liderança apresentam resultados financeiros superiores. (Fonte: Harvard Business Review, 2022)

Maior atração e retenção de talentos: ambientes inclusivos favorecem a retenção de profissionais qualificados e engajam novas gerações.

Reputação e impacto social: empresas que promovem a diversidade se destacam no mercado, fortalecendo sua marca empregadora e a confiança do público.

A inclusão feminina na ciência não é só uma questão de equidade – é uma estratégia de crescimento sustentável e inovação para o setor corporativo.

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Iniciativas e projetos de incentivo para mulheres na ciência

Existem diversas iniciativas e projetos dedicados a incentivar a participação de mulheres na ciência, tanto no Brasil quanto na América Latina. Abaixo, apresentamos algumas dessas ações:

1. Programa Futuras Cientistas

Desenvolvido pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o programa visa aproximar alunas e professoras da rede pública das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Oferece mentorias, atividades práticas em laboratórios e imersões em projetos de pesquisa.

2. Rede Brasileira de Mulheres Cientistas

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC) é um movimento social que promove a ciência e incentiva a participação feminina por meio de diversos projetos. Surgiu a partir de ações para combater a pandemia de COVID-19 e ampliar debates entre redes e grupos parceiros.

3. Projeto "Meninas na Ciência" da USP

A Universidade de São Paulo (USP) desenvolve projetos destinados a incentivar meninas dos ensinos fundamental e médio a seguirem carreiras nas áreas STEM, como o "Vai ter menina na Ciência", que promove oficinas e atividades práticas.

4. Projeto "Mulher das Estrelas"

Criado pela astrônoma brasileira Duília de Mello, este projeto populariza a ciência e encoraja estudantes do sexo feminino a seguirem carreiras em STEM. Inclui a publicação de livros motivacionais e a realização de palestras para estudantes.

Ciência, mulheres e o futuro corporativo

As mulheres sempre estiveram na ciência, mas nem sempre receberam o espaço e o reconhecimento que merecem. O futuro passa pela inclusão, pelo incentivo e pela criação de oportunidades.

As empresas têm o poder de transformar esse cenário. Investir em diversidade não é só uma questão de justiça social – é uma estratégia de inovação e crescimento sustentável.

O futuro das mulheres na ciência depende de ações contínuas para eliminar barreiras históricas e criar ambientes mais inclusivos. As estatísticas mostram que a participação feminina está crescendo – mas ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a equidade.

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Equipe FM2S

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